sexta-feira, 24 de abril de 2026

Maldita noite de Breu


O POEMA QUE DEU ORIGEM Á CANÇÃO

"Maldita noite"
Maldita é a noite que chega
Escurece tudo á minha volta
Faz-me sentir despida
De tudo o que tenho em mim
Falta-me o que me faz falta
Vontade, querer, aprender
Apreciar, alcançar, viver
Nem sei bem o quê!
Não estou a perceber
As atitudes que tenho
Estou a ficar perdida
Confusa, sem reação
Só agora me apercebi
O quanto eu perdi
Talvez aprenda alguma coisa
Ou não consiga aprender nada
Magoo pessoas com palavras
Não muito normais
Sou fugitiva de mim mesma
Por não me querer prender mais

Subscrevam aqui o meu canal - https://www.youtube.com/@Cellilane



 A CANÇÃO

A noite chega com seu manto de breu,
Apaga o brilho de tudo o que é meu.
Sinto a alma despida, em pleno abandono,
Perdendo o que sou antes mesmo do sono.


Falta o querer, a vontade, a lida,
Falta o fôlego que impulsiona a vida.
Busco o sentido, procuro o porquê,
Mas o que me falta, nem sei o que é.

Maldita noite que despe o que eu sou,
Levando embora o que ainda restou.
Sou fugitiva, não quero me prender,
Perdida no medo de me pertencer.

Não me reconheço no que ando a fazer,
Sinto o meu norte aos poucos morrer.
Estou tão confusa, perdida na estrada,
Sem rumo, sem força, sem reação... nada.

Olho pro lado e vejo o prejuízo,
Perdi o que era, perdi o juízo.
Talvez desse caos uma lição eu herde,
Ou talvez eu seja alguém que só perde.

Maldita noite que despe o que eu sou,
Levando embora o que ainda restou.
Sou fugitiva, não quero me prender,
Perdida no medo de me pertencer.

Uso palavras que ferem o outro,
Em um desabafo que soa tão rouco.
Sou fugitiva de quem me tornei,
Pois cansei das grades que eu mesma criei.

Maldita noite que despe o que eu sou,
Levando embora o que ainda restou.
Sou fugitiva, não quero me prender,
Perdida no medo de me pertencer.
Maldita noite que despe o que eu sou,
Levando embora o que ainda restou.
Sou fugitiva, não quero me prender,
Perdida no medo de me pertencer.

Sem comentários:

Enviar um comentário

EM DESTAQUE

Jardim de Sempre

O POEMA QUE DEU ORIGEM Á CANÇÃO "Quem sabe" Quem sabe se não poderei ser eu a mulher da tua vida, aquela que já tiveste por umas h...